REDES SOCIAIS E UM PEIXE FORA D´ÁGUA

(MANOEL MESSIAS DA SILVA)

“O homem é, por natureza, um ser social[1]

De forma popular, sabemos que as Redes Sociais são o meio onde as pessoas se reúnem por afinidades e com objetivos em comum, sem barreiras geográficas e fazendo conexões com dezenas, centenas e milhares de pessoas conhecidas ou não. Antropologicamente e socialmente Denomina-se Rede Social o complexo de relações entre pessoas que fazem parte de um grupo e que facilitam a interação. A primeira rede social surgiu em 1995 nos Estados Unidos e Canadá, chamada Classmates, com o objetivo de conectar estudantes da faculdade. As mídias digitais se tornaram onipresentes no dia-a-dia das pessoas do século XXI. E para os católicos não é diferente, pois o Papa Francisco, que reconheceu ser um desastre quando se trata de tecnologia, disse que as redes sociais e as mensagens de texto foram “um dom de Deus” se usados com sabedoria. “Também emails, SMS, redes sociais, chats podem ser formas de comunicação plenamente humanas”, disse o papa numa mensagem por ocasião do Dia Mundial das Comunicações da Igreja Católica Romana[2]. No entanto, como nome proposital de Rede infere maior observação, os riscos de se relacionar virtualmente implicam um descuido de forma gradativa o não- relacionamento de forma real e nesse víeis sempre deixamos um peixe fora d água e nós mesmos viramos esse peixe.

Entre a fuga da realidade e os perigos diversos do desconhecido, está o peixe fora d’água Em meio a essas redes todas. Ser social não quer dizer está se socializando virtualmente; creio que se Aristóteles fosse vivo concordaria comigo. Usamos das redes pelo benéfico comum de relacionar, mas há pessoas que usam das redes para pescar a vida dos outros… E há nessas redes todo tipo de peixe: O golfinho que quer apenas se comunicar; A Traíra que esconde suas identidades nas escamas; O peixe-boi que só se comunica se houver interesse e o Tubarão que usa da agressividade ao se comunicar.

As relações comunitárias estão cada vez mais dependentes dos “perfis” que se adéquam a algum modelo virtual; as mentiras dos bate-papos confundem as verdades que se tinha em apenas um olhar e de forma inconsciente as amizades ficam próximas nas redes sociais e distantes presencialmente. Lancemos as nossas redes com cuidado, pois corremos um grande perigo de ser o único peixe fora da água. Relacionamento real vale mais que mil curtidas ou dez mil seguidores, ou mesmo muitas quantidades de inscritos, pois um abraço, uma conversa pelo olhar difunde a verdadeira rede social.

[1] Fonte: ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco, I, 1097 b 8-11.

[2] http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/01/redes-sociais-sao-dom-de-deus-se-usadas-sabiamente-diz-papa.htmlredes-sociais

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