PERTO DESTE INSENSATO ROMANCE

NOTA DO AUTOR

 

Sou Manoel Messias, Relações Públicas, e o que mais gosto de fazer é escrever as mirabolantes ideias que surgem no meu dia-a-dia, mas nunca me deu vontade de escrever sobre o tema romance, pois acho que este esteja muito banalizado por aqueles que dispõem em vivê-lo. Alguns leitores, conhecidos meus, gostam dos escritos que notoriamente evidencio e isso muito me anima, ao menos por ser reconhecido. Foram esses leitores que me motivaram, ao questionar, sobre o tema romance que não costumo escrever. Nessa obra PERTO DESTE INSENSATO ROMANCE, me encontro de corpo e alma, não para impressionar o leitor, mas para me alto impressionar, pois o que mais encanta nesse mundo onde tudo foi banalizado é o amor e este é colocado no modelo romântico de todas as coisas. Os jovens “leitores mirins” se prenderam a ficções românticas, algo muito artificial, mas que atrai números inumeráveis e esqueceram o ponto de partida do que seria realmente um romance. Estamos acostumados a ler romances que nos deixam na margem da artificialidade do amor, isto é, no aprisionamento do sentimento, mas o romance num deveria fazer um conúbio entre o amor e a pessoa? Então estou certo que sempre estaremos perto deste insensato romance?

De onde vem a expressão romance? A palavra romance tem sua origem no período medieval que traçava o termo “romanço” designando as línguas usadas pelos povos sob o domínio do Império Romano. Essas línguas eram uma forma popular e evolutiva do latim. Também se chamavam romanço, as composições de cunho popular e folclórico, mas cotidiana, escritas nesse latim vulgar, em prosa e em verso, que contavam histórias cheias de imaginação, fantasias e aventuras. Outra hipótese sobre a origem do termo romance, é que pode ter se originado de “romans” (vocabulário da língua provençal) do qual se originou a forma latina “romanicus”.  Somente no século XVIII é que a palavra romance passou a designar o gênero literário que se entende hoje.

Nas relações verdadeiras, as leituras de romance não atende mais a ideia de amor, pois se busca uma vivência fugaz do amor e por isso as leituras são feitas de forma errôneas, isto é, acabam por, facilmente, se dispersarem, pois nada de sólido fica de forma substancial na vida dos leitores, então o autor nunca teve a intenção de atingir o profundo, mas fez ensaio com frases feitas e repetidas vezes impregnou na cabeça do leitor, e ainda assim ressalto a artificialidade da coisa. De fato, tentei escrever algumas linhas e histórias românticas e daí surgiram as minhas certezas como resposta da minha pergunta feita do segundo parágrafo: Sempre estaremos perto deste insensato romance. Não serei ousado, quando trato da evolução do amor, mas compreendo que posso apresentar a você, em forma de grandes histórias, o quanto o amor evolui e o quanto estamos perto do romance, mesmo que em o usemos para aprisionar o amor. Distanciamo-nos de boas histórias motivadoras ao nosso alimento espiritual e isso nos garantiu algumas tragédias. O amor era grande, tínhamos o bem querer dele, mas agora somos apenas comentadores e não experimentadores desse amor. As histórias que se sucederão atingiram uma certeza: o romance é insensato, mas nunca deixaremos de vivê-lo. Um item bastante relevante é a tecnologia dos dias atuais, houve mais dispersão entre aqueles que curtiam uma boa leitura do que aqueles que curtia ouvir falar dos romances de tantos escritores. A nova geração já consegue desconhecer quem foi William Shakespeare e tantos outros escritores de romances, mas por outro lado não vejo tão relevante as mentiras românticas contadas por esses pensadores, eles só querem apresentar as suas obras e serem reconhecidos como muitos foram. Os novos escritores românticos atingem suas metas com ideias absurdas, do qual os filmes recriam e enchem as cabeças dos jovens, esses por desconhecerem o verdadeiro sentido do amor fazem fugas nas leituras. Um jovem que decidi amar, não precisa ter a força de um leão, para “ficticiar” o que ele está sentido. A garota, para amar, não precisar escolher um lobo ou um vampiro, pois sabemos que ambos não são representações românticas, mas um atrativo surreal entre amor e paixão. O amor pode personificar nossas qualidades. No entanto, a paixão pode nos manipular, pois quando uma pessoa está apaixonada, a partir desse momento, a sua existência não foi mais do que um amontoado de mentiras, em que ela envolvia o seu amor como que em um véu para escondê-lo. Era uma necessidade, uma mania, um prazer, a tal ponto, que se ela dissesse ter passado ontem pelo lado direito da rua, devia-se acreditar que passara pelo esquerdo (Gustave Flaubert – Romancista francês).

Eu não irei escrever um romance como obra literária, pois romance é uma obra literária que apresenta narrativa em prosa, normalmente longa, com fatos criados ou relacionados a personagens, que vivem diferentes conflitos ou situações dramáticas, numa sequência de tempo relativamente ampla. Eu vou escrever sobre o aprisionamento do amor, que tomei juízo de tratá-lo de romance.

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